Brazil: Prayers to Mater Admirabilis

Ladainhas da Mater Admirabilis

Mãe Admirável, roga por nós.
Mãe Admirável, lírio do vale e flor dos campos,
Mãe Admirável, que espalhas em torno de ti um perfume de inocência,
Mãe Admirável, que tornas tudo fácil,
Mãe Admirável, cuja visão eleva e transporta acima das coisas terrenas,
Mãe Admirável, que fazes amar a Jesus,
Mãe Admirável, que quebra as cadeias dos pecadores mais obstinados,
Mãe Admirável, que infundes desprezo pelos gozos e pelas honras do mundo,
Mãe Admirável, que revelas a teus filhos os segredos do Tabernáculo,
Mãe Admirável, mais pura que o lírio cuja alvura superas, 
Mãe Admirável, remédio para todas as feridas,
Mãe Admirável, tesouro de calma e de serenidade,
Mãe Admirável, emblema de verdadeira grandeza,
Mãe Admirável, junto de quem desejaríamos permanecer sempre,
Mãe Admirável, a quem nunca rezamos sem que nos tornemos melhores,
Mãe Admirável, consoladora por excelência,
Mãe Admirável, humilde violeta solitária e escondida,
Mãe Admirável, que inundas o coração de doce alegria,
Mãe Admirável, que dás o gozo antecipado do céu,
Mãe Admirável, que dás coragem para cumprir os maiores sacrifícios,
Mãe Admirável, alegria da terra e do céu,
Mãe Admirável, cuja lembrança repousa o coração,
Mãe Admirável, que a todos dizes uma palavra de vida,
Mãe Admirável, cujo olhar transporta para um mundo melhor,
Mãe Admirável, que abres a teus amigos o caminho dos progressos interiores.
Mãe Admirável, que levantas a coragem abatida,
Mãe Admirável, de modéstia igual a sua grandeza,
Mãe Admirável, cujo nome por si só lembra o dever, 
Mãe Admirável, que a muito revelaste como te é caro este título
Mãe Admirável, que nunca se invoca em vão, roga por nós.

 
Mãe Admirável, rogai por nós.

Ó Mãe Admirável, queremos passar este mês sob teu olhar. Queremos admirar-te, queremos contemplar-te. E queremos também ser o objeto de teu olhar.

És nossa Mãe e somos tuas filhas. Mães e filhas gostam de se ver. E seu amor recíproco vive desse olhar mútuo.

Ó Mãe, te contemplamos porque és bela, porque és doce, porque és pura, porque, através de tua atitude, desce em nós, a paz. Nós te contemplamos e em nossos corações de filhas transborda a alegria, uma alegria singular, que nenhuma outra criatura nos saberia oferecer. Nós te olhamos, ó Mãe Admirável, e exclamamos: “Como é bom estar aqui”!

Mas o teu olhar também nos procura, a nós, tuas filhas fraquinhas, tão pouco generosas, tão deficientes e talvez tão pecadoras… Diante dessa miséria, cresce teu amor para conosco; amor comovido que sobre nós se inclina, como se, à força de nos fitar, quisesse nos refazer, purificar, fortificar e embelezar.

Ó Mater, és particularmente admirável por essa doce misericórdia! Mãe de Jesus, ama teu filho em nós e faze que, através de nós teus olhos possam contemplar a divina Face.

Mãe admirável, roga por nós.

 
Mãe Admirável, que tornas tudo fácil.

Divina Mãe de Jesus, vimos a ti como à fonte viva que desaltera, como à aurora que dissipa as trevas, como a Mãe sempre atenta à inquietude de seus filhos.

Mãe Admirável, há momentos em que é duro o caminho da vida. Não é fácil manter sempre um passo constante no caminho do dever.

Não é fácil amar o próximo, nosso irmão, como Jesus quer que amemos.

Não é fácil conservar uma alma serena em meio aos torvelinhos da vida. 

Não é fácil amar as criaturas e reservar-se para Deus.

Não é fácil fazer-se pequenino e humilde, frente às exigências do orgulho.

Não é fácil caminhar para o Deus da luz por veredas cheias de sombra.

Há dias em que tudo nos parece um fardo. Mas tu, Mãe Admirável, tornas tudo fácil! Sem tirar o sacrifício de nossos caminhos, como Deus não o tirou o teu, facilitas o esforço incrementando o amor. Por causa do amor sempre vitorioso em ti, exclamaste no limiar de teu destino: Fiat mihi secundum Verbum tuum.”  E jamais traíste essa palavra de adesão ao amor que te conduzia. Nunca te blindaste ao sofrimento, mas ofertaste à sua ação uma alma doce e humilde, entregue a Deus.

Minha mãe, que teu exemplo seja minha força. Torna tudo fácil em minha vida, não suprindo a dor, mas concedendo um amor generoso, sempre maior que essa dor.

Mãe dulcíssima, torna forte meu coração e, se vires que meu amor logo se esgota, dá-me então, um pouco do teu e repete-me a lição do verdadeiro amor.

 

Mãe Admirável, que fazes amar a Jesus.

Mãe Admirável, fazes amar a Jesus porque o soubeste amar e porque revelas em que consiste o verdadeiro amor.

Amaste em Jesus o Filho de Deus e teu próprio Filho. Amor cheio de adoração que te conservava pequenina e dependente diante dele. Contemplasse com olhar de admiração; com a alma repleta de louvor, o coração a exclamar: “Meu Deus!”. 

E o amaste também com ternura de mãe, atenta a seus mínimos gestos, enlevada por seus sorrisos, inquieta e aflita com cada um de seus sofrimentos. Amor materno de pureza virginal, jamais ofuscado pela sombra de um cuidado pessoal. Quando dizias: “Meu Jesus!”, teu coração estremecia de santo júbilo. Mas não guardaste unicamente para seu gozo esse fruto de tuas entranhas; ofereceste-o a Deus e, no dia da Cruz, o entregaste para a salvação do mundo. Eis como o amaste!

Mãe admirável, esse teu gesto nos ensina em que consiste o verdadeiro amor. A força desse amor vem do olhar sempre fixo em Jesus e ele vive de esquecimento próprio, de dom de si, mesmo e, sobretudo nas horas de sofrimentos. Ensina-nos a amar a Jesus como tu o amaste; e que o amor divino em nós seja tão grande, que jamais a mínima sombra de uma hesitação se interponha entre seus desejos e nossa resposta. 

 

Mãe Admirável, remédio para todas as feridas.

Mãe admirável envolvem-te a paz e a serenidade; mas teu olhar adivinha, para além desse horizonte de calma e de doçura, todo o mundo das almas… Sim, o mundo das almas, com todos os seus sofrimentos e inquietudes; o mundo das almas que a dor oprime tão profundamente. Mãe de bondade, ergue os olhos para os filhos que Jesus confiou a tua misericórdia e ternura. Acaso a mãe não olha com mais amor o filho necessitado de sua compaixão? Acaso seu coração não adivinha logo o remédio capaz de curá-lo? Olha mãe, para todos os que sofrem neste mundo; se os olhares ficarão curados e consolados. Tu, que não dolorosamente contemplaste as chagas de Jesus, verás nas feridas de teus filhos a face Bendita do divino Crucificado. E então, como os amarás!
 
Almas feridas, ó Mãe, aquelas que perderam a fé em Deus e estão – quem sabe?  – Bem próximas do desespero. 
 
Corações feridos pela morte, pelas separações, pela ausência de seres queridos.
Dores existem trazidas pela doença, pela incerteza do dia de amanhã, pela ansiedade, pelo medo da vida…
 
Existe ainda nas almas a ferida mil vezes mais grave, a ferida do pecado! Pousa tua mão imaculada sobre essa chaga… Sem perigo de contágio, ela curará o doente.
 
Sabemos, Mãe de Jesus, que nem sempre afastas o mal: a cruz é salutar, o sofrimento prova nossas almas e as despoja. Teu remédio é revelar-nos o pensamento de amor que preparou ou permitiu a cruz; é verter em nossas feridas o bálsamo da humildade adesão a Deus. Teu remédio é, sobretudo, fazer-nos compreender esta palavra: “Não temas, sou tua mãe.” Assim ó Maria tu nos ensinas a triunfar do mal porque nos ensina a sorrir diante da dor.

 

Mãe Admirável, tesouro de calma e de serenidade. 

Mãe Admirável, o Espírito Santo habita em ti. Desde o primeiro instante de sua vida, tomou posse de todo seu ser; e porque esse Espírito divino é um espírito de força e de doçura, de alegria e de paz, tudo em ti está misteriosamente envolvido de calma e de serenidade.  Em ti, nenhuma agitação; tuas potências estão em repouso porque sob a dominação do Altíssimo. Tua inteligência se irradia das claridades da fé; tua vontade se abandona ao mínimo querer de Deus; teus desejos repousam nas vontades divinas; teu coração vive onde vive o teu tesouro.

De tua alma, a serenidade se reflete em toda a tua pessoa  Mãe Admirável. Gosto de tua fronte inclinada, atenta ao Verbo de vida que um dia será teu filho. Gosto de teus olhos baixos voltados para as realidades invisíveis. Gosto de seus lábios selados que pronunciarão o Fiat da salvação do mundo. E tuas mãos repousam cheias de bênçãos! Mãos suaves e compassivas, mãos que aliviam, acalmam e curam. Eu as beijo com santo respeito e, a esse contato misericordioso e infinitamente brando, meu coração mergulha em alegria inefável. 

Mãe Admirável, tesouro de calma e de serenidade, guarda-me em tuas mãos até o dia de me abrires as portas do Paraíso.

 

Mãe Admirável, emblema da verdadeira grandeza.

Não pareces, ó Maria, pretender nenhuma grandeza. Deus te foi procurar em tua pequenez, não somente a da tua origem e condição, mas também a da tua profunda e delicada humanidade. Quiseste sempre continuar a ser pequena serva do Senhor. Haveria então no reino de Deus valores que desconcertem nossas apreciações comuns?

Seria verdade que o ser mais escondido vive numa grande luz, que o mais apagado mais brilha aos olhos do Altíssimo, que o mais fraco pode contar mais com a força divina, que o menor pode ser o maior?

Tu compreendeste, ó Mãe Admirável, que só Deus é grande e que nossa grandeza consiste em deixar este Deus ocupar todo lugar em nós. O que são, ó Maria, as grandezas da terra? A riqueza, a fama, a ciência?

Aos olhos de Deus, nem mesmo são sombras fugidias; estas sombras, as ultrapasse fixando teu coração onde estão os bens verdadeiros. Deus servido numa adesão plana à sua vontade; Deus contemplado pela pureza virginal do olhar que o procura; Deus possuído por uma reciprocidade de amor que te cumula; eis tuas verdadeiras grandezas, ó Maria.

Ajuda-nos a compreendê-las em ti, a desejá-las como tu, a possuí-las por ti.

 

Mãe Admirável, junto de quem desejaríamos
permanecer sempre.

Ó Mãe Admirável, como é bom ficar junto de ti! Como é bom te olhar, te admirar, deixar cantar o coração quando ele está tão cheio! É bom porque estás aí e és bela!…

Filha abençoada de Deus, és cheia de graça, cheia de pureza, de humildade, de paz, e por teu recolhimento irradias estas coisas, estas marcas do céu. Deixa-nos ainda te olhar, ainda o ainda, parar junto de ti!

Parar!… Mas a vida nos fala: “Caminha, caminha! O tempo urge, o caminho é longo, não é hora de repouso!” Em nossa alma a voz de Jesus não nos diz a todo momento: “Levanta-te, vai para as almas, elas te esperam”? Pode acontecer, ó Mãe, que ele nos diga: “Caminha!” e tu fales: “Vem, vem sentar-se junto de mim”! Tu és Mãe, Nossa Senhora, e sabes que os descansos são necessidades da terra; e porque queres que nosso caminho seja sem desfalecimento, convida-nos a vir a Ti: “Vem porque te amo. Vem para que eu te descanse; vem para que eu te ponha de novo a caminho!” Eis as palavras abençoadas que dizes a cada viajante que para à tua sombra. 

Quantas  almas refizeste, quantas lágrimas enxugaste, quantos sorrisos teus iluminaram nossos caminhos!

É a tua bela ocupação de sempre, ó Mãe de Jesus! Sempre… Sim, pois há mais de cem anos tuas filhas acorrem a teus pés. Cem anos! E és sempre jovem, ó Mater Admirabilis, e sempre mais bela! E é porque irradias juventude, esperança e amor, que desejamos ficar a teus pés.

É preciso, porém, caminhar, partir; é a lei de nosso serviço. Mas na aurora de cada um de nossos dias, viremos tomar em ti a direção de nossos itinerários e a coragem no caminho. Um dia, dir-nos-ás: “Pronto! Eis a casa do pai, eu te conduzi e te espero. Entra na alegria de teu Senhor. É para a eternidade!”
 
 

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